Conhecendo as características do Clima de Búzios

Você sabe por que do clima de Búzios ser maravilhoso o ano todo?

O município de Armação do Búzios possui um micro-clima semiárido quente, exclusivo da região sudeste brasileiro.

O Clima semiárido, também chamado de tropical semiárido, ocorre normalmente numa grande área do sertão nordestino. Porém a região de Búzios constitui o único reduto de caatingas extra-sertanejas do país, também chamada de caatinga fluminense. Essa peculiaridade climática também inclui os municípios de Arraial do cabo, Cabo Frio, Iguaba, São Pedro da Aldeia e Araruama.

A influência do vento no Clima de Búzios

A ação dos ventos mantém o clima de Búzios com uma temperatura média de 25Cº e 254 dias de céu azul e noites estreladas durante o ano. Devido à posição da península em relação à costa brasileira a região está sobre um constante efeito dos ventos que sopram do hemisfério sul sobre a região costeira fazendo com que próximo à costa aconteça um efeito similar a uma bomba de sucção (também chamado efeito de bombeamento Ekman).

Os ventos frequentes que decaem de regularidade do verão para o outono voltando a ficar fortes durante o inverno e alcançando sua menor regularidade durante a primavera mantém o município com uma contínua circulação de ar ao longo do ano.

Esses ventos carregam a corrente antártica, mais fria, constituindo um verdadeiro ar condicionado natural, evitando calor excessivo no verão. 

Durante o inverno o rigor do frio é afastado pelas intensas rajadas de vento da estação.

Então apesar de situada numa baixa litorânea tropical úmida, cujas temperaturas máximas e mínimas são bem extremas. O clima de Búzios mantém sua temperatura média agradável em torno dos 25Cº.

A região também é recordista em dias de céu azul e noites estreladas. Mantendo uma média duas vezes maior que outros lugares do estado do Rio de Janeiro.

O vento também é responsável (junto com a rotação da terra) por criar um efeito chamado ressurgência costeira.

 Uma anomalia chamada Ressurgência Costeira

A principal característica oceanográfica da região é uma anomalia térmica chamada ressurgência costeira.

Durante a ressurgência as águas frias e ricas em nutrientes afloram na plataforma continental.

características do clima de Búzios

O efeito acorre principalmente durante o verão. Quando os ventos de nordeste persistem por vários dias, podendo baixar a temperatura em torno de 10ºC. As camadas da superfície geralmente ocupadas pela corrente do Brasil características por altas temperaturas e salinidade. As temperaturas da corrente do Brasil podem alcançar de 25ºC a 27ºC durante o verão e de 22ºC a 24ºC durante o inverno.

A existência desta subida de águas profundas neste ponto da costa brasileira é o resultado de três fatores:

– a mudança brusca de orientação da costa, que passa de uma direção. Mais ou menos norte-sul a uma leste-oeste;

– o deslocamento sazonal do eixo da Corrente do Brasil, que é desviado ao largo no verão;

– o regime de ventos da região.

A subida de águas frias se processa da seguinte maneira.

No verão, as águas superficiais quentes da Corrente do Brasil, que margeiam a costa em direção ao sul, são desviadas para leste. As águas quentes de superfície são levadas para o largo. O que provoca uma subida das águas profundas mais frias e densas sobre a plataforma continental. Essa profundidade chega à média de 50m, sem, todavia, aflorar.

As correntes frias são então empurradas pelos ventos sobre a península. Com a chegada das frentes frias ocorre o fenômeno contrário a subsidência.  Provocada pelo retorno das massas de água fria para as Malvinas pelo aumento do fluxo dos ventos na região. Empurrando também as massas de ar frio que mantém o clima de Búzios agradável durante o inverno.

Em Búzios chove menos

A intensificação da ressurgência induz a uma redução na precipitação e a um aumento na aridez do clima.

A região possui um clima sui generis (único) para o litoral sudeste brasileiro. Apresentando uma pluviosidade reduzida em relação às outras regiões. A pluviosidade média anual fica em torno de 854 mm (contra 1270 mm em Niterói).

O litoral do Estado do Rio de Janeiro, situado na zona tropical úmida, é caracterizado pela existência de duas estações bem marcadas.

Uma estação de estiagem úmida e uma invernal seca. O verão é caracterizado pela predominância de ventos de direção noroeste, enquanto que o inverno é marcado por períodos descontínuos de ventos do sul-sudoeste, ligados à subida de “frentes frias”. Em média, as precipitações variam de 1.200 a 1.400mm/. A temperatura média é ligeiramente superior a 23ºC e a insolação varia entre 200 e 220 horas/mês . Neste conjunto tropical úmido, a região apresenta um microclima muito particular de tipo semiárido, caracterizado por fracas precipitações (em média entre 600 a 700 mm/ano), notadamente em período estival. Classificando o clima de Búzios como uma variação do clima semiárido.

Formas de Relevo e sua influencia no clima de Búzios

A Região dos Lagos apresenta solos muito diversificados. Estas diferenças estão associadas aos diferentes materiais que irão dar origem a eles e bem como ao fator climático. Nas áreas mais interioranas mais escarpadas e de clima mais úmido predominam solos rasos, ainda que possam aparecer localmente e, em função do relevo, solos medianamente profundos. No compartimento de transição entre as serras escarpadas e a planície propriamente dita, predominam solos mais profundos,representados pelos Latossolos e pelos Argissolos de textura média a argilosa, sempre álicos ou distróficos.

No restante da área onde predominam um domínio suave colinoso e planícies, os solos apresentam maior variação. São solos originados a partir de colúvios e alúvios. Os solos nesta área são Latossolos, Argilossos, Cambissolos, Planossolos, Gleissolos, Neossolos Flúvicos e Espodossolos, cuja textura varia de arenosa a argilosa, sendo na maior parte álicos e distróficos, mas podem ser eutróficos. Nas planícies que recebem influência do mar aparecem solos com características solódicas e tiomorfismo.

A região apresenta um quadro geomorfológico complexo e diferenciado em razão da morfogênese. As diferentes combinações morfoestruturais e morfológicas respondem pela existência de regiões ambientais distintas. Neste contexto, observa-se a existência dos domínios: Escarpas da Serra dos Órgãos, Colinas e Maciços Costeiros e Planícies Costeiras.

Em termos fisiográficos, na região de Cabo Frio predominam as planícies arenosas costeiras, depósitos aluviais, lagunas e morros baixos das penínsulas de Búzios e Cabo Frio. A região é limitada a oeste e ao norte pelas elevações do maciço costeiro Pré-cambriano.

Ao sul do afloramento gnáissico de Búzios, aparecem os campos de dunas das praias do Peró e de Cabo Frio. Para o interior do continente, o limite dessas restingas são as planícies de inundação dos rios São João e Una e as colinas de idade terciária.

Diversidade Geográfica

A região de Cabo Frio é bastante diversa geomorfologicamente. Além da presença das duas grandes lagunas (Araruama e Saquarema), ocorrem as dunas de Tucuns, Peró, das Conchas, de Cabo Frio / Arraial do Cabo e da extremidade leste de Massambaba e as áreas de restinga sem dunas, na extremidade oeste de Massambaba e Saquarema.

No litoral da região de Cabo Frio predominam as planícies e terraços marinhos, depósitos aluviais, lagunas e maciços costeiros das penínsulas de Armação dos Búzios e Cabo Frio. Mais afastada do oceano, encontra-se a topografia mais acidentada das serras de Sapiatiba e Sapiatiba Mirim.

A extensa planície marinha de Massambaba separa a laguna de Araruama do mar, apresentando um sistema duplo de cordões arenosos, sobreposto por um campo de dunas, localizado na extremidade leste deste sistema, de orientação noroeste–sudoeste e não raramente ultrapassando 20m de altura. o que favore-se a passagem dos ventos que mantem o clima de Búzios ameno. As planícies aluviais mais expressivas estão localizadas nas bacias dos rios Una e São João. Próximo à Serra das Emerências, maciço litorâneo com 180m de altitude situado entre as cidades de Armação dos Búzios e Cabo Frio ocorrem depósitos arenosos de origem colúvio-aluvial do Pleistoceno Superior.

Formação e funcionamento da planície

Esta parte do litoral fluminense foi, em grande parte, modelada pelas variações do nível relativo do mar durante o Quaternário. Estas variações desempenharam um papel essencial na evolução das planícies costeiras. Principalmente sobre sua formação e funcionamento, bem como no controle do regime sedimentar das lagunas que aí se encontram.

Estas são de dois tipos: grandes lagunas (Araruama e Saquarema), com comunicação com o oceano, e pequenas lagunas (Vermelha e Brejo do Espinho), isoladas no meio de formações arenosas. A laguna de Araruama, com 200 km2 de superfície, é possivelmente a maior laguna

hipersalina do mundo.Esta história se escreveu durante as duas últimas subidas do nível do mar, mais particularmente durante os 7.000 anos que foram marcados por importantes oscilações do nível médio marinho.

As variações do nível do mar tiveram grande influência na construção da planície costeira, cuja história é marcada por uma sucessão de períodos de construção ligados às regressões, e de erosão ligados às transgressões, o que se traduz por depósitos descontínuos. Partindo das formações pré-cambrianas que limitam a planície costeira na direção do interior e indo até o oceano, encontram-se as seguintes unidades:

– depósitos continentais indiferenciados;

– um sistema lagunar interno com depósitos lagunares emersos;

– uma primeira faixa de depósitos arenosos (restinga interna);

– um sistema lagunar externo;

– uma segunda faixa de depósitos arenosos;

– a praia atual.

Encerrando

Com todas essas características o clima de Búzios torna-se único. O Ambiente perfeito para para quem quer aproveitar suas praias. E para os moradores, é claro, um brinde especial por morar nesta bela cidade. Podendo desfrutar de toda suas características paradisíacas o ano todo.

Venha nos visitar qualquer período do ano e se encante com todas as maravilhas que a região tem a oferecer.

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Referências bibliográficas

 

Peculiaridades ecológicas da região de Cabo Frio, RJ
1Heloisa H. G. Coe1, Cacilda N. de Carvalho2, Leandro O. F. de Souza3, Antônio
Soares 4 Peculiaridades ecológicas da região de Cabo Frio, RJ Julho/ Dezembro-Ano IV, nº. 2, 2007. ISSN 1980- 4490. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/tamoios/article/viewFile/626/658

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